
Recentemente o ingresso n°1 da Disneylândia foi a leilão nos Estados Unidos e arrecadou quase US$ 1,000,000 (um milhão de dólares). E custava apenas 1 dólar em 1955.

| Autor(es): Isabel Clemente |
| Época - 07/02/2011 |
Uma valiosa coleção de quadros, móveis e esculturas foi encontrada abandonada em armários, depósitos e garagens da sede da Presidência Quando a reforma do Palácio do Planalto ficou pronta, há cinco meses, uma comissão interna de especialistas saiu à procura das obras de arte espalhadas pela sede e pelos quatro anexos da Presidência. O objetivo era reunir o que de melhor havia para decorar os amplos corredores e salões vazios da sede do poder. Era um pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, incomodado com os quadros trancados em gabinetes, longe dos visitantes. O que Lula não sabia, nem a comissão desconfiava, era da existência de uma valiosa coleção de quadros, esculturas e móveis abandonados em armários, depósitos e garagens. Dois quadros do pintor espanhol Joan Miró, avaliados em US$ 1,5 milhão cada um, apareceram assim. Um saiu de um depósito de suprimentos. O outro estava na parede de uma salinha ocupada por uma funcionária. Parecia tão improvável que foi preciso verificar a autenticidade da assinatura para ter certeza sobre o tesouro escondido. Na garagem do Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente, foi encontrada uma tela do pintor e arquiteto Firmino Saldanha feita para a inauguração do Palácio do Planalto, em 1960. Da mesma forma, a obra Os músicos, de Glênio Bianchetti, pintor, ilustrador e tapeceiro gaúcho, voltou a formar o quinteto original depois que o quinto quadro foi encontrado num dos anexos da Presidência. Durante muito tempo, os quadros com quatro dos cinco “músicos” serviram de encosto para seguranças num corredor. A garimpagem também encontrou três exemplares, de 5 x 5 metros, de tapetes Casa Caiada. São artigos feitos à mão, exportados para o mundo todo, que estavam empoeirados em um depósito. Móveis de jacarandá (madeira nobre ameaçada de extinção) dos nomes mais expressivos do design brasileiro estavam na mesma situação. Vendidas em Nova York na casa dos milhares de dólares, cadeiras, mesas e poltronas anos 60 de Sergio Rodrigues, Jorge Zalszupin e Oscar Niemeyer mais pareciam artigos imprestáveis, empilhados no depósito. Ao recuperar os móveis, a intenção da comissão de curadoria era recobrar o clima da inauguração do Palácio. Como muitos móveis originais tinham sido doados ao longo dos anos, a comissão não encontrou, porém, peças suficientes para decorar todo o Palácio. Foi preciso encomendar novas peças a Sergio Rodrigues, que ainda fabrica suas criações anos 60, e vasculhar depósitos do Congresso Nacional. No Senado, foram encontradas cadeiras e mesas prestes a ser leiloadas por uma bagatela. O diretor de Documentação Histórica do Planalto, Cláudio Soares Rocha, foi pessoalmente pedir ao presidente do Congresso, José Sarney, que suspendesse a oferta pública. Saiu de lá com 400 exemplares para restauração. Agora, os ministros que despacham no Planalto usam genuínas mesas de jacarandá assinadas por Zalszupin, cotadas a US$ 29 mil a unidade (R$ 48.400) Telas, esculturas e tapetes reunidos e recuperados passaram a compor uma inédita exposição permanente nas áreas comuns do Palácio. O corredor que leva ao gabinete da presidenta da República virou uma colorida vitrine de artistas contemporâneos de primeira linha. As telas “estrangeiras” ganharam um ambiente à parte, porque a ideia era valorizar a arte nacional. “Resgatamos a brasilidade deste Palácio. Além do mais, uma obra de arte não pode servir para o deleite de uma pessoa só. Todos têm de ver”, diz o diretor Cláudio Rocha. O acervo do Planalto cresceu tanto que um dos desafios da Presidência agora é readaptar as visitas abertas ao público, aos domingos, para incluir a história das obras de arte. Parte desse enredo, no entanto, seguirá como um mistério. Como os presentes recebidos pelos presidentes durante o exercício do mandato são levados por eles, ninguém sabe até agora como os quadros de Miró chegaram ao Planalto. O Instituto Manabu Mabe suspeita que a tela do pintor nipo-brasileiro exposta na sala de audiências da Presidência tenha sido um presente do próprio pintor (morto em 1997) ao ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Algumas obras nacionais importantes, como quadros de Djanira e Di Cavalcanti, vieram da massa falida do antigo estaleiro Lloyds, nos anos 90. Mas outras também têm origem desconhecida. É o caso de A Pietá, de Mário Mendonça, artista brasileiro de arte sacra moderna, que agora está no gabinete da presidenta Dilma Rousseff, a pedido dela. A Pietá, que antes enfeitava uma saleta de um funcionário, se juntou a duas telas da pintora e desenhista Djanira. Empolgada com a recuperação do acervo cultural do Planalto, Dilma expôs a assessores a vontade de ver a capital com exposições itinerantes, usando acervos de outros órgãos federais. É até possível imaginar que esse desejo se transforme no embrião de novas garimpagens nas diversas outras repartições do poder em Brasília. Não será surpresa se outros tesouros forem descobertos. FIRMINO SALDANHA - Painel Palácio do Planalto, 1960 MIRÓ - (sem título), 1957 - (sem título), 1955 MANABU MABE - (sem título) NORBERTO NICOLA - (sem título) SERGIO RODRIGUES - Poltrona Beto, 1960 SERGIO RODRIGUES - Espelhoem jacarandá, 1960 |
(da Redação em 08/07/10 ) site CatracaLivre
As inscrições para o workshop Coletivo P.A. 008 no Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso (CCJ) seguem até dia 30 de julho para as turmas que iniciram em agosto.
O curso ensina criação de animação utilizando o ToonBoom, entre outros programas. Os alunos desenvolverão seus próprios personagens e participarão da produção de filmes coletivos.
Inscrições na recepção do CCJ (o candidato deve entregar uma demonstração de seu trabalho, que pode ser desenho, ilustração ou animação, em qualquer estilo ou técnica).
De 12 a 26 de agosto – Quintas-feiras
15h (turma 1)
17h (turma 2)
19h (turma 3)
De 14 a 28 de agosto – Sábados
13h (turma 4)
15h (turma 5)
17h (turma 6)
| Onde: | CCJ – Núcleo de Animação |
| Endereço: | Av. Deputado Emílio Carlos, 3641 – Vila Nova Cachoeirinha. Zona Norte. Telefone: (11) 3984-2466. |
Obs: | Classificação de 16 a 29 anos. 3 vagas por turma. |
Duas vacas da exposição urbana Cow Parade amanheceram com uma intervenção artística nesta segunda-feira em São Paulo. As obras expostas nas avenidas Paulista e Brigadeiro Faria Lima ganharam a companhia do “Touro Bandido”, criação do artista plástico Eduardo Srur.
Segundo a assessoria de Srur, o Touro ficou montado nas vacas até as 10h desta segunda-feira, quando foi retirado do local pela organização da Cow Parade.
A intervenção de Srur tem como objetivo “questionar se a exposição de vacas pela cidade de São Paulo representa de fato a arte pública e o seu papel transformador”, afirma o artista. “Não vejo nenhuma relação entre uma vaca, um símbolo de outro país, e a nossa cidade e sua história. Eu queria resgatar o imaginário brasileiro com o Touro Bandido, um animal que nunca foi domado em rodeios, foi personagem de novela e virou lenda nacional”, explica.O artista define a presença de seu Touro como um contra-ataque: “A vaca é passiva e domesticável, mas mesmo assim ela invade as ruas da cidade. O touro se apropria dela, pois faz parte de sua natureza indomável”.
“Qualquer um que comprar uma vaca pode pintá-la e se tornar um artista?”, declara. “A vaca ficou estéril e o touro cria uma inseminação artística nela”, define o artista.
Eduardo Srur
O artista plástico Eduardo Srur é formado em Artes Plásticas pela Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP). Srur realizou outras intervenções urbanas como vestir o Borba Gato com colete salva-vidas em um “resgate” de nossos monumentos e espalhar gigantescas garrafas PET à beira do Rio Tietê, ambas em 2008.



"A banda realizará sua última turnê em 2010 para finalizar sua colaboração em um ponto alto", informou a Universal Music por meio de comunicado.
"Literalmente, vivemos ao máximo um conto infantil de aventuras por meio de uma carreira longa e gratificante, que superou nossas expectativas", disse a banda em um comunicado.
O grupo conseguiu seu maior êxito em 1985 com seu primeiro disco, Hunting High and Low, uma produção que incluiu a canção Take On Me. O grupo vendeu mais de 35 milhões de cópias de seus nove álbuns, uma cifra que chega aos 70 milhões se forem considerados os singles.
O A-ha, formado em 1982, ganhou vários prêmios, incluindo uma nomeação para o Grammy a Melhor Artista Revelação em 1986 e vários prêmios da MTV e do Spellemannsprisen, o equivalente norueguês do Grammy.
O trio, composto pelo vocalista Morten Harket, pelo tecladista Magne Furuholmen e pelo guitarrista Paal Waaktaar-Savoy, se separou por pouco mais de sete anos, de 1990 a 1998, quando se reuniu após uma apresentação no show para o prêmio Nobel da Paz daquele ano.
O último disco do A-ha, Foot of the Mountain, lançado em 2009, alcançou os primeiros lugares da lista dos mais vendidos da Alemanha, ficou em segundo lugar na Noruega e chegou à quinta posição no ranking britânico.
Fonte: Estadão - quinta-feira, 15 de outubro de 2009, 16:01
