segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Apple e Amazon abrem vagas em São Paulo
quarta-feira, 20 de junho de 2012
MP derruba acordo sobre proibição de sacolinhas em SP
Estabelecimentos devem voltar a distribuir sacolinhas gratuitamente, segundo decisão do Ministério Público.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Dicas para aluguel de carros em São Paulo
terça-feira, 2 de agosto de 2011
São Paulo - minha "terrinha"

Ligação entre pontos turísticos de São Paulo, o Viaduto do Chá enfrentou resistência antes mesmo de ser erguido. Moradores da região, como Barão de Tatuí, não queriam sair de suas casas, que precisavam ser desapropriadas. O embate atrasou as obras por quatro anos.
Na Praça Ramos de Azevedo está o Theatro Municipal. Com inspiração na arquitetura francesa, a elite paulista passava suas noites assistindo a peças de teatro e óperas. Tudo começou a mudar quando jovens artistas decidiram realizar ali, em 1922, a Semana de Arte Moderna.
O Solar da Marquesa se mantém como o último exemplar residencial da arquitetura do século XVII. A Marquesa de Santos, a famosa amante de Dom Pedro I, comprou a residência em 1834 e com o passar dos anos o edifício passou para os órgãos públicos e é atualmente um museu.
O histórico prédio do Shopping Light foi erguido em 1929 para ser sede da Companhia Elétrica de São Paulo. Tombado pelo Patrimônio Histórico, o edifício se transformou em um shopping e esses detalhes em vermelho são revestimento que a empresa administradora decidiu colocar nas janelas; eles não estavam na arquitetura original.
O cartão postal de São Paulo: Avenida Paulista. Coração comercial, palco de manifestações e celebrações.
Talvez se não fosse pela música, a esquina da São João com a Ipiranga seria apenas mais uma local na cidade. Não tem quem não pare o carro e tire uma foto com a placa de sinalização. A região não é muito segura para os visitantes e, caso você queira estar no local de inspiração de Caetano Veloso, vá durante o dia.
Antes de São Paulo ser a megalópole que é, a Praça da República era o local que os paulistanos assistiam a rodeios. Com o tempo, a Praça virou palco de manifestações pela revolução constitucionalista e contra a ditadura. Atualmente, nos fins de semana, ela abriga uma feira de artesanato.
Foi às margens do Ipiranga que o Brasil deu o seu grito de liberdade. Ou pelo menos é o que conta a história. O Rio Ipiranga é, na verdade, um Riacho que cruza o parque.
Somente em São Paulo você abre a janela do seu quarto e dá de cara com uma avenida extremamente movimentada. Apelidado de minhocão, o Elevado Costa e Silva fica fechado aos domingos e os paulistanos podem fazer caminhadas e andar de skate. A obra fica a cinco metros dos prédios e é considerada a ‘aberração da arquitetura’.
Na Praça Ramos de Azevedo, um arquiteto italiano decidiu trazer a ideia da famosa Fontana di Trevi, na Itália, para o Brasil, e assim nascia a Fonte dos Desejos – Glória. As esculturas em mármore são uma homenagem aos personagens criados pelo maestro Carlos Gomes, importante compositor de óperas.
A obra do gênio arquitetônico Oscar Niemayer, o Copan, quase ficou inacabado devido à falta de investimentos. O prédio era um presente para os 400 anos da cidade e todos o viam como símbolo de modernidade, porém o centro de São Paulo começou a se desvalorizar e o residencial passou a ser visto como cortiço. Hoje essa imagem ficou para trás.
A Arquidiocese da Igreja Católica Ortodoxa é uma obra que chama a atenção daqueles que estão no centro da cidade. Ela foi projetada para ser semelhante à Basílica de Santa Sofia de Istambul e, assim como as obras do império bizantino, a cúpula precisa estar no centro da construção.
A Catedral da Sé ou Metropolitana tem muito mais história do que aparenta. Em caminhos subterrâneos existe um salão gótico onde estão enterrados bispos de São Paulo e personalidades importantes da cidade. A Catedral da Sé tem o maior órgão de tubos do Brasil, doado por uma empresa de bebidas.
O Circuito Internacional de Interlagos é responsável por injetar milhões de reais na economia da cidade. A Fórmula 1 é um dos principais eventos sediados no Autódromo e desde a sua construção, em 1942, a pista já foi modificada quatro vezes.Texto e imagens: Mala Pronta.com
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Sinos da Sé voltam a funcionar. E com música!
Vitor Hugo Brandalise - O Estado de S.Paulo
Depois de cinco anos em silêncio, os 61 sinos da Catedral da Sé, no centro, voltarão a soar juntos. O maior carrilhão de sinos da América Latina está em fase final de restauro e será reinaugurado em 16 de dezembro. Com uma novidade: pela primeira vez, os sinos terão sistema automático de programação musical. Será possível programar músicas com as badaladas, que tocarão automaticamente em intervalos regulares.

Potência. Sinos foram escovados e receberam camada de óleo: badaladas a 2 km de distância.
Antes do restauro, que começou em setembro, apenas um dos sinos principais anunciava o início das missas - os outros, com problemas nos motores de acionamento, só funcionavam manualmente. Agora, todo o carrilhão voltará a badalar, com a inédita possibilidade de programação musical.
A Catedral já definiu as melodias programadas para brindar os fiéis: serão três sessões diárias de Ave Maria, tocadas às 6 horas, ao meio-dia e às 18 horas. Durará 1,5 minuto e poderá ser ouvida, segundo estimativa da Fundição Artística Paulistana, responsável pelo restauro, "ao menos até o fim da praça".
Às 9 e às 15 horas, outras duas sessões de músicas religiosas serão realizadas - o repertório está sendo definido, mas deve contar com clássicos das missas, como Viva a Mãe de Deus e a Nossa, Coração Santo e Maria de Nazaré. Na primeira semana de funcionamento, por ser época de Natal, canções como Noite Feliz e Jingle Bells também estão previstas.
"O som dos sinos representa a voz dos anjos chamando os fiéis para a igreja, lembrando-os da existência do Senhor. Por isso a importância de termos todo o carrilhão funcionando, em alto e bom som", disse o cura da Catedral da Sé, padre Walter Caldeira. O organista oficial da Catedral também poderá tocar sinfonias de sinos em um teclado, instalado no coro da igreja.
Com os 61 sinos funcionando novamente, o som das badaladas poderá ser ouvido a até 2 quilômetros - nos últimos anos, com apenas um sino, o som não ultrapassava 500 metros. O restauro custou R$ 80 mil e foi patrocinado pelo Grupo Comolatti, do setor de autopeças. "Apenas para levar a água do térreo até o patamar dos sinos demoramos quatro dias. O desafio de limpar peças enormes penduradas em estrutura de madeira também foi grande para os técnicos", disse Marcelo Angeli, da Fundição Artística Paulista.
Depois de lavados, os sinos - distribuídos em três patamares a até 75 metros do solo, com pesos que variam entre 2 quilos e 4,7 toneladas - foram escovados e revestidos com 2 litros e meio de óleo de peroba.
Restauro. Trazidos da Holanda em 1958, quatro anos depois da inauguração da Catedral, em 25 de janeiro de 1954, os sinos já passaram por restauro outras duas vezes: numa reforma em 1980 e no restauro do templo todo, entre 1999 e 2002. "Buscamos autorização para tocar os sinos de hora em hora, como antigamente", disse o padre Walter. Também será assinado um contrato de manutenção dos sinos.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
terça-feira, 1 de setembro de 2009
USP avança em rankings internacionais
No Webometrics Ranking Web of World Universities, que faz a avaliação semestralmente, a USP subiu 49 posições e passou a ocupar o 38º lugar na classificação divulgada no final de julho, em relação à edição de janeiro de 2009.
Elaborado pelo Consejo Superior de Investigaciones Científicas do Ministério da Educação da Espanha, esse ranking classifica 6 mil instituições no mundo, dentre 17 mil avaliadas. A visibilidade e o desempenho global, que inclui indicadores de pesquisa e de qualidade de estudantes e docentes, são os principais critérios utilizados para elaborar o ranking.
No Ranking of World Repositories Top 300 Institutions, que integra a avaliação espanhola e classifica as Instituições por meio das bibliotecas digitais de dissertações e teses, a USP ocupa o 57º lugar, 29 posições acima da colocação obtida em 2008.
Na edição 2009 do Performance Ranking of Scientific Paper for World Universities, do Higher Education Evaluation & Accreditation Council of Taiwan, a USP ficou em 78º lugar, um salto de 22 posições em relação a 2008. O ranking avalia a pesquisa desenvolvida, tendo como critérios produtividade, impacto e excelência na investigação científica. As instituições também são classificadas por área do conhecimento. Em todas as áreas avaliadas a USP foi classificada como a melhor universidade brasileira.

Fonte: O Estado de SP
quarta-feira, 1 de julho de 2009
SP recebe de volta prédio dos anos 20 reformado

Quando entrou em vigor, no início de 2007, a Lei Cidade Limpa escancarou as cicatrizes paulistanas. No centro velho de São Paulo, de forma especial, a mudança foi brusca e inesperada. Como sujeira varrida para debaixo do tapete, deterioração e pichações apareceram nas fachadas dos imóveis, com a retirada das placas publicitárias e letreiros. Esse contexto fez com que a Fundação Armando Álvares Penteado (Faap) decidisse restaurar um dos seis imóveis que tem na região central: o histórico Edifício Casa das Arcadas, na esquina das Ruas Quintino Bocaiuva e Benjamin Constant, cuja reinauguração acontece hoje.
"Como somos uma instituição ligada à cultura e às artes e temos curso de Arquitetura e Urbanismo, procuramos conduzir a intervenção para deixar de exemplo aos proprietários de outros imóveis", diz Silvio Passarelli, diretor da Faculdade de Artes Plásticas da Faap. "Tudo foi feito com muito carinho." A obra de restauração da fachada do edifício levou cerca de um ano e meio. O valor investido não foi divulgado.
Erguido nos anos 20 pela empresa Siciliano & Silva Escritório Técnico de Construções, o Casa das Arcadas tem estilo neoclássico. A origem do nome do edifício tem dupla explicação: seria decorrência dos arcos que formam a ornamentação da fachada externa, nos dois primeiros pisos, e alusão à formação, na Faculdade de Direito do Largo São Francisco, conhecida como Arcadas, dos advogados que mantinham escritórios no local.
De vocação comercial, o endereço abriga hoje cerca de 80 estabelecimentos em seus sete pavimentos e térreo - entre consultórios médicos, escritórios e lojas, como a antiga sapataria Fidalga, inaugurada na década de 30. Com a restrição a cartazes publicitários e letreiros na fachada, restaram as estruturas metálicas e os displays estranhos ao desenho original. "Tivemos uma preocupação em resgatar ao máximo possível o estilo histórico", ressalta Passarelli. "O interior já vinha sendo bem conservado pelos inquilinos e administradores."
RESTAURAÇÃO
De acordo com a Faap, a fachada do Casa das Arcadas sofreu tanto com a deterioração do tempo quanto com as intervenções realizadas pelo comércio. Todas as descaracterizações do prédio - como revestimentos de azulejos, displays de ferro e vidro, suportes de anúncios, bandeiras de chapa metálica e lambris de alumínio - foram removidas ao longo da reforma. A fachada também passou por uma profunda limpeza.
Um projeto de iluminação exterior deu o toque final. Foram instaladas 47 arandelas com lâmpadas de vapor metálico e 36 projetores com lâmpadas fluorescentes, que devem realçar os arcos, colunas, capitéis e mísulas da construção.
MURAL
Há cerca de três meses, a Faap iniciou o processo de restauração do mural Brasil, feito em 1983 - em parceira com 26 então alunos da instituição - pelo artista inglês Walter Kershaw. A obra fica no muro que circunda a sede administrativa da instituição, entre as Ruas Armando Álvares Penteado e Avaré, no bairro de Higienópolis. O trabalho deve ficar pronto até o fim do ano. "É um processo lento", comenta a diretora do Museu de Arte Brasileira da Faap, Maria Izabel Branco Ribeiro, que acompanha o processo. "Apesar da degradação natural, as condições da obra permanecem boas."
Kershaw esteve no País para promover a exposição itinerante Painting the Town. Noventa murais - nove deles, de autoria do inglês - foram exibidos no Museu de Arte de São Paulo (Masp). O painel no muro da Faap foi pintado como atração da mostra. "Gostaria que Kershaw viesse (para a reinauguração), mas ainda não amadurecemos bem a ideia", conta a diretora. "Mandamos uma carta a ele, que ficou muito feliz ao saber que o mural ainda existe."
Fonte: Estadão
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Frio de 3,4ºC bate recorde durante a madrugada em SP
Fonte: Estadão
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Festa de 'São Vito' agita o Brás nos próximos finais de semana

SÃO PAULO - Considerada uma das maiores comemorações populares típicas italianas da cidade, a 91ª edição da Festa de São Vito segue deste fim de semana e pelos próximos seis finais de semana no bairro do Brás, na zona Leste. Ao contrário da Festa da Aquiropita, que é na rua, São Vito ocorre dentro de um ginásio, com o melhor da música italiana e gastronomia típica. No cardápio estão produtos tradicionais feitos na hora pelas "Mammas da São Vito".
A expectativa dos organizadores (a Associação Beneficente São Vito Mártir) é de receber mais de 80 mil visitantes nas 14 noites da festa. Estima-se que, por noite, sejam servidos mais de 3 mil pratos de spaghetti, 4 mil de ricchitelle (significa orellhinha e é importado da Itália) al sugo, 2 mil ficazzelle, 800 ficazze (pizza alta) e 2 mil doces. Para tudo isso, devem ser utilizadas 5 toneladas de farinha, 2 toneladas de tomate, duas de berinjela, uma tonelada de pimentão, duas de cebolas, dois mil litros de azeite e duas toneladas de mussarela. As "Mammas da São Vito" coordenam todo o trabalho na cozinha industrial, e uma equipe de 250 voluntários trabalham nas barracas de comida e na organização do evento.
Os convites para a cantina custam no sábado R$ 35 e no domingo R$ 18 e oferecem, além do cardápio, a participação de sorteios e o show ao vivo das bandas Itália Brasil e Sérgio de Rosa e Gruppo Itália.
A Associação Beneficente São Vito Mártir foi fundada por italianos e descendentes em 1918, quando ocorreu a primeira festa, como uma autêntica manifestação cultural italiana na cidade. São Vito é o padroeiro do vilarejo europeu de Polignano a Mare (pronuncia-se Polinháno a Máre) na Puglia, origem da maioria dos imigrantes que se instalaram no bairro após 1889. A festa ajuda a manter as obras sociais da paróquia, inclusive a creche, que abriga 120 crianças pobres de até 4 anos.
Serviço
91ª. Festa de São Vito
Aos Sábados e Domingos, De 23/05/2009 a 05/07/2009.
Endereço: Rua Fernandes Silva nº 96 - com 468 cadeiras em mesas de 16 (dezesseis) e 10 (dez) lugares numerados
Preço: convite individual - Sábado R$ 35,00 com direito: 1 antepasto, 1 prato de macarrão spaghetti ou ricchitelle, 1 ficazzella, cadeira e mesa numeradas. No domingo R$ 18,00 com direito a 1 antepasto e 1 prato de spaghetti, cadeira e mesa numeradas. Bebidas, doces e souvenirs à parte.
Shows e pista de dança:
Banda Itália Brasil, no período de 16/05/09 a 14/06/09.
Banda Sergio de Rosa e Gruppo Itália, no período de 19/06/09 a 05/07/09.
Informações e reservas antecipadas para a cantina:
FONE/FAX: (11) 3227-8234, (11) 3229-5678, (11) 3326.2957 Com Edméia ou Angela.
Fonte: Estadão
Histórico, Cine Marabá reabriu sábado

SÃO PAULO - Sem medo de rejeição, o novo Cine Marabá revela a sua personalidade já no momento da apresentação: o lustre original do prédio e o cardápio luminoso da nova bonbonnière brigam pela atenção de quem entra no hall - como se avisassem, logo de saída, que tudo ali tenta harmonizar dois tempos (da maneira que pode).
De 1945, época da inauguração do cinema (quando as pessoas iam ao Centro para ver filmes), há a elegância da fachada, do piso de parquê, dos desenhos dos espelhos, do couro das portas e de todos os outros elementos originais que o arquiteto Samuel Kruchin, responsável pelo restauro do prédio, conseguiu recuperar.
De 2009, época dos cinemas multiplex, há as bonbonnières funcionais, os corredores de luz fria e as salas de formato stadium que o arquiteto Ruy Ohtake projetou para modernizar o cinema - e permitir que ele fosse reaberto. "Quis que a bonbonnière fosse discreta e não prejudicasse a visualização do saguão, mas que também pudesse atender o grande número de pessoas que virá", diz ele.
Observar os resultados dessa tarefa espinhosa é parte da diversão de ir até lá a partir de amanhã (30), quando este cinema histórico será reaberto. Fechado desde agosto de 2007, ele volta a funcionar depois de quase 11 meses de obras - que custaram R$ 8 milhões à Playarte, dona do prédio desde 1996. O projeto, porém, vem de antes: como a construção é tombada, a proposta tinha de ser aprovada pelo Departamento do Patrimônio Histórico - e o trâmite levou três anos.
O novo multiplex tem cinco salas - três delas em formato stadium - onde antes havia só uma (de 1.655 lugares). A maior, que mantém a boca de cena original do cinema e está equipada para projeções em 3D, tem 433 assentos (o melhor deles está na sexta fila). A menor comporta 122 pessoas. Todas têm projetores Christie (de alta qualidade), som Dolby e poltronas acolchoadas e de braços fixos.
O projeto foi obrigado a respeitar certas limitações: as duas salas do segundo andar, por exemplo, tiveram de preservar as entradas originais do mezanino, que são largas e ocupam o espaço onde estariam as poltronas mais bem localizadas.
Além da bonbonnière do hall de entrada, há mais duas: no mezanino e no hall interno (e de visual moderno) das salas do primeiro andar. As bilheterias originais, na fachada, foram restauradas, mas não vão funcionar. A nova - menos charmosa, mas pronta para atender todos os novos visitantes - fica no hall.
Serviço
Cine Marabá Av. Ipiranga, 757, Centro, metrô República. Inf.: 5053-6995. A partir de amanhã (30). R$ 16 (filmes em 3D), R$ 14 (6ª, sáb., dom. e fer.), R$ 12 (2ª, 3ª e 5ª), R$ 10 (4ª). www.playarte.com.br.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Em CD, o registro de anônimos tocando piano em estação de trem de SP
Eles simplesmente obedecem à frase escrita nos pianos espalhados pelas estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM): "Toque-me sou teu." Desde que o projeto começou, em outubro, centenas de pessoas já sentaram nos banquinhos. São músicos profissionais, amadores ou simplesmente curiosos que passam, veem o instrumento desocupado e se sentam para se divertir, atrair a atenção de quem passa e tornar o ambiente mais agradável.
Enquanto a maioria faz isso ocasionalmente, um grupo de sete pessoas repete a ação sempre que passa pelas estações. O resultado é que eles foram escolhidos para gravar um CD e realizar uma apresentação, hoje, nas comemorações do 17º aniversário da companhia.
O álbum vai ser lançado e distribuído para os usuários às 17 horas, na Estação da Luz, local onde o piano foi mais utilizado. A diferença de idade do grupo - entre 9 e 31 anos - e de origem social proporcionou uma variedade de estilos tocados, de acordo com a realidade de cada um. Entre eles há frequentadores de conservatórios dramáticos musicais e músicos autodidatas, que aprendem as músicas "de ouvido". Por isso, o CD traz obras clássicas, pop/rock e MPB.
A estudante Larissa Leandro Kelis, de 11 anos, é uma das mais novas do grupo. Ela começou a ter aulas particulares de piano no ano passado e, até então, só havia tocado em seu teclado, tendo como plateia a família. "Eu achava que era tímida, mas não me importei muito quando vi um monte de gente em volta de mim na estação", diz ela. Pelo menos uma vez por semana, ela passa pela Estação da Luz com os pais e o irmão e interrompe o passeio para tocar.
O mais velho do grupo é o ajudante de cozinha Manuel Messias de Jesus Figueiredo, de 31. Natural de Vitória da Conquista (BA), ele está há mais de uma década na capital paulista. Conta que aprendeu os primeiros acordes com amigos e aperfeiçoou a técnica por conta própria. Já chegou a tocar em bares à noite, mas atualmente só exercita na casa de amigos e na Luz, que fica perto de sua casa. "É legal porque muita gente toca músicas clássicas quando senta ao piano, mas eu prefiro as daqui do Brasil e da minha terra. E isso diversifica o resultado final", diz ele, que gravou no CD Assum Preto, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.
Já Carlos Alberto Dias da Cruz, de 28 anos, é um dos poucos músicos profissionais, que sobrevive tocando em igrejas, casamentos e dando aulas. Sua família é formada por músicos - seu pai foi regente de banda, o irmão é guitarrista e os tios, violonistas. Após aprender as partituras, ele começou a tocar canções de filmes e aumentou o repertório com músicas pop. Esse estilo agrada às pessoas que passam pela Estação da Luz e pedem para que ele continue. Por isso, já chegou a ficar três horas no banquinho e pelo menos três vezes por semana toca na estação.
De acordo com a CPTM, centenas de pessoas já tocaram os pianos, mesmo eles estando disponíveis em somente duas estações - Luz e Santo Amaro. "Esse é um projeto que deu certo, tanto que sempre que alguém toca atrai muita gente. Agora, o piano de Santo Amaro vai circular para chegar a outras estações", diz o presidente da companhia, Sérgio Avelleda.


Fonte: Estadão
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Museu do Café tem programação especial no Dia Nacional do Café

Exibição de documentário, degustação e música ao vivo estão entre as atividades. A cafeteria do Museu vende 450 xícaras de cafés por dia e dados da Abic apontam consumo nacional de 4,51 quilos por habitante anualmente.
Em 24 de maio é comemorado o Dia Nacional do Café. Parte do Calendário Brasileiro de Eventos desde 2005, a data é uma justa homenagem ao produto que foi um dos grandes responsáveis pelo desenvolvimento econômico brasileiro, chegando a representar 60% das divisas do país na década de 1950. Para celebrar, o Museu do Café oferece uma programação especial com exibição de documentário durante todo o dia, degustação de produtos derivados do café e música ao vivo, a partir das 15h. A entrada é franca.
As atividades preparadas em homenagem ao dia Nacional do Café começam às 10h, com exibição de documentário sobre a história do café e sua chegada ao Brasil, contextualizando o crescimento desse mercado até chegar ao dias atuais. Mais tarde, às 15h, ao som da música ao vivo de Cláudio Ricardo e Jaime Augusto, será oferecido degustação gratuita de licores e cachaças derivadas do café.
Além de um dos principais responsáveis pela preservação da história da bebida no país, o Museu do Café é também referência de qualidade na comercialização do produto, através de sua cafeteria. Com fluxo diário de 600 pessoas, são vendidas, em média, 450 xícaras de café por dia. A procura pelo grão torrado ou moído também é grande e alcança 60 quilos diários.
Na esfera nacional, dados da Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apontam que a bebida é consumida por 97% da população brasileira. O consumo anual, registrado em 2008, chega a 4,51 quilos de café torrado e moído por habitante, o que equivale a aproximadamente 76 litros por pessoa.
O Brasil é o principal produtor e exportador de café do mundo e o segundo mercado consumidor – atrás dos Estados Unidos. A produção brasileira foi de 46 milhões de sacas em 2008, sendo 17,66 destinadas ao consumo interno. As exportações registradas no período foram de 29,5 milhões de sacas, gerando receita da ordem de US$ 4,7 bi ao país.
História
As primeiras mudas foram trazidas da Guiana Francesa para o Pará em 1727, pelo oficial português Francisco Melo Palheta. Desde então, o café está intimamente ligado ao progresso e prosperidade econômica do país. Em princípio foi cultivada no Pará e seguiu para o Rio de Janeiro. De lá chegou ao Vale do Paraíba, no estado de São Paulo e, via Serras Fluminenses, conquistou Minas Gerais e, em seguida, Paraná e Espírito Santo.
O Museu do Café é uma Organização Social ligada à Secretaria de Estado da Cultura e fica na rua XV de novembro, 95, no Centro Histórico de Santos. Seu horário de funcionamento é de terça a sábado das 9h às 17h. Aos domingos, funciona das 10h às 17h. Os ingressos para visitação custam
R$ 5. Estudantes e pessoas acima de 60 anos pagam meia-entrada.

Insight Eventos
Assessoria de Imprensa – Museu do Café
(13) 3289-7693
Thiago Santos – (13) 7803-9711
Caroline Nóbrega – (13) 7803-9712
imprensa@museudocafe.com.br
quarta-feira, 20 de maio de 2009
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A primeira macrometrópole do hemisfério sul

Em 1722, o bandeirante Bartolomeu Bueno da Silva, que herdou o nome do pai, o lendário Anhangüera, deixou a cidade de São Paulo com uma tropa de 152 homens armados, 2 religiosos e 39 cavalos.Por cinco dias, embrenhou-se na mata fechada até achar um lugarejo que virou ponto estratégico para tropeiros ávidos em chegar ao sertão das minas de ouro de Goiás e Mato Grosso. Essa parada, 23 anos depois, foi batizada de Campinas. Hoje o antigo "Caminho dos Goiases", a trilha de 102 quilômetros aberta pelo bandeirante, virou uma coisa só: a primeira macrometrópole do Hemisfério Sul, uma mancha urbana de 22 milhões de habitantes.
São 300 mil veículos que circulam todo dia pelo complexo rodoviário mais movimentado de São Paulo, as Rodovias Anhangüera e Bandeirantes. No entremeio fica o parque industrial mais rico do País, que responde por 65,3% do Produto Interno Bruto estadual ou 22,1% do nacional, uma economia de R$ 475 bilhões. Estudo da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano (Emplasa), com base em imagens de satélite do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e obtido com exclusividade pelo Estado, indica que entre os dois aglomerados urbanos não há mais que meros 14 km entre bairros com o mínimo de 72 moradias, conceito mundial para definir uma macrometrópole, a junção de duas regiões metropolitanas.
Os 65 municípios localizados às margens ou bem próximos das duas rodovias estão ligados. Em cada grupo de 100 brasileiros, 12 moram nessa mancha. Sua extensão de 11.698 quilômetros quadrados equivale a 0,27% do território brasileiro, mas abriga mais gente do que países como Chile, Bélgica e Holanda. "Hoje não temos uma rodovia, mas uma avenida urbanizada ao longo da Via Anhangüera", afirma o arquiteto Nestor Goulart Reis, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), autor do estudo Urbanização Dispersa e Novas Formas de Tecido Urbano. "O cotidiano das famílias pode se organizar dentro desses 100 quilômetros."
O casal Henrique Sana, de 24 anos, e Fernanda Campos, de 26, trocou a Rua Pedroso Alvarenga, no movimentado Itaim-Bibi, na zona sul paulistana, pelo bairro do Cambuí, em Campinas. Nessa decisão pesaram três fatores. Primeiro, o fato de morar melhor gastando menos - no interior, o valor do metro quadrado construído chega a quase metade do preço do de um bairro paulistano como Moema. Depois, pela proximidade com o trabalho de Fernanda, supervisora comercial no Aeroporto de Viracopos, maior terminal de cargas do País. Mas, acima de tudo, qualidade de vida superior. Henrique, analista de sistemas, manteve o emprego na capital, para onde vai três dias por semana, de ônibus fretado; nos outros dois, dá expediente em Jundiaí, quando tira o automóvel da garagem.
"Estamos o tempo todo na estrada, mas isso não é ruim", diz Henrique. "Chegamos em casa à noite e ainda temos pique de pegar o carro e ir para um barzinho ou a um cinema. Em São Paulo, perdia uma hora e meia no trânsito, chegava esgotado e só queria dormir." Como parte dos clientes de Fernanda é de São Paulo, ela precisa de dois aparelhos celulares, um para cada cidade. Mas o casal já se acostumou a se movimentar de carro, aproveitando o que cada metrópole ou município vizinho tem de melhor. Ir a restaurantes, sorveterias, cinemas, rever os amigos na capital e visitar a família dela, no interior, tudo isso se transformou em prazer.
A formação da macrometrópole só foi possível graças a uma série de progressos da engenharia moderna. No início do século 20 surgiu a Companhia Paulista de Estradas de Ferro, cujos trens foram responsáveis pelo escoamento do café produzido em isoladas fazendas do interior. Como em todo o Estado, a riqueza cafeeira forjou a urbanização no entorno. No fim da década de 1940, a Via Anhangüera, ainda de terra, se firmava como importante corredor comercial, mas só ligava São Paulo a Jundiaí. Nos anos 1960, veio o inevitável asfaltamento da rodovia, que reduziu em uma hora o percurso. Na década seguinte, indústrias da capital e multinacionais decidiram abrir sedes e galpões ao longo da estrada - um pouco para fugir dos caros aluguéis, outro tanto pelo surgimento de um mercado em franca expansão, a rica região do oeste paulista.
Com mais empregos, aumentou o fluxo migratório da classe média para as cidades menores do interior. Proliferaram os condomínios fechados, erguidos sobre terrenos de baixo custo, ao longo de estradas vicinais. Esse processo foi reduzindo a distância física entre os municípios, e se acentuou ainda mais com a conclusão da Rodovia dos Bandeirantes, em 1978. A estrada expressa, considerada a melhor do País pela Confederação Nacional do Transporte, intensificou o fluxo do trans-porte de cargas e de pessoas, condizente com a nova dimensão econômica de São Paulo e Campinas. A partir da segunda metade dos anos 1980, a pujança virou ímã para uma classe média operária, migrantes nordestinos e desempregados da capital. Terrenos públicos ao longo da rodovia foram invadidos, na periferia das cidades menores. Formaram-se bairros com ruas em chão de terra, alguns que começam em um município e terminam em outro, como as ocupações dos últimos anos na Estrada de Santa Inês, zona norte, área limítrofe com Caieiras e Mairiporã. Em todos, um ponto em comum: ausência do poder público. O Jardim Amanda, em Hortolândia, por exemplo, espera por saneamento básico e asfalto desde a invasão, há 20 anos.
É justamente esse inchaço no miolo da mancha urbana que preocupa, agora, urbanistas e governantes. Há uma massa de famílias pobres que não pára de migrar para bairros como o Distrito Anhangüera, na zona norte de São Paulo. A população cresceu 176% entre 1996 e 2007, segundo a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). Um crescimento 14 vezes maior que o da capital, de 12,1%.
A explosão demográfica ganha contornos e rostos como o do ajudante de obras Sebastião Floriano, de 40 anos. Em 1989, ele deixou a praia de Paracuru, no Ceará, para morar no Grajaú, zona sul paulistana, onde pagava R$ 400 de aluguel por um barraco. Até que, em 2001, a convite de um primo, Floriano levou a mulher, Maria, e dois filhos para viverem em Barueri. O município cresceu 60,6% de 96 a 2007, saltando de 170 mil para 273 mil habitantes. Em pouco tempo o pedreiro virou o "feliz" mutuário de um conjunto habitacional, construído no terreno que ele e centenas de outras pessoas invadiram e, posteriormente, foi desapropriado pela prefeitura. "Já chamei mais dois primos, está vindo todo mundo", diz. "Pode ver, a cidade é bem mais sossegada, não tem aquela bandidagem nas ruas à noite." Eles não se importam com os longos deslocamentos que têm de fazer para trabalhar. Maria recorre ao ônibus intermunicipal para ir ao bairro da Pompéia, zona oeste da capital, onde é doméstica. Ele vai com o próprio carro (um Chevette 1977, que guarda na garagem de um amigo) até a estação ferroviária e segue de trem e metrô para uma construtora na Vila Carrão, na zona leste. "Não tenho como ganhar aqui o que ganho em São Paulo. Mas meus filhos estudam em escola boa, da prefeitura, enquanto no Grajaú nunca tinha vaga", conta ele.
Segundo o arquiteto e urbanista Mário Barreiros, da Emplasa, o crescimento da macrometrópole remete às highways, as largas estradas dos Estados Unidos: o condomínio, a universidade um pouco à frente, alguns quilômetros adiante o shopping, ao lado a favela e, entre eles, só a rodovia. "A urbanização dispersa gera novas preocupações, como a distribuição de água, coleta de lixo e transporte público. Num ambiente fragmentado, esses serviços são mais difíceis de serem implementados", explica.
A Emplasa, órgão vinculado ao governo estadual, foi criada em 1975 justamente para apoiar prefeituras e entidades públicas e privadas na busca de soluções integradas na mancha urbana. Mas, na visão do arquiteto Nestor Goulart Reis, da USP, isso jamais ocorreu. "A Emplasa nunca conseguiu construir um envolvimento dos prefeitos para a adoção de medidas conjuntas que pudessem trazer benefícios em comum para as regiões", critica. "Não existe uma gestão homogênea."
Hortolândia se expandiu no embalo do crescimento de Campinas. Tinha 80 mil habitantes no início dos anos 1990, quando incentivou a instalação de um pólo farmacêutico e tecnológico. Empresas como IBM, Belgo Mineira e Dell construíram sedes em áreas estratégicas a 30 quilômetros do Aeroporto de Viracopos e às margens do anel viário formado pelas Rodovias Anhangüera, Bandeirantes, D. Pedro I e o ainda incompleto Rodoanel. Atraídas pela perspectiva de emprego, milhares de famílias de baixa renda de cidades vizinhas, como Sumaré e Nova Odessa, começaram a invadir terrenos de Hortolândia, os mesmos que a prefeitura queria negociar com o mercado industrial. Não absorvidas pelas indústrias, acabaram formando um bolsão de miséria numa das regiões mais ricas do País. Segundo o Censo de 2007, o município tem 191 mil habitantes, que ocupam 62,3 km2.
Com a transferência de presos da antiga Casa de Detenção da capital para o complexo de presídios Campinas-Hortolândia, a partir de 2001, a situação se deteriorou. Hoje, são 7 mil detentos. Famílias de presos passaram a se instalar em invasões sem estrutura alguma. Os dejetos dos presídios escorrem a céu aberto, matando o Ribeirão Jacuba, principal manancial da cidade. "Você não acredita no tamanho das ratazanas que saem desse córrego à noite. Do meu quarto dá para ouvir elas andando na rua de terra", conta o carpinteiro Francisco Antônio de Oliveira, de 78 anos, tido como "zelador" da Vila Conquista. Uma estação de tratamento de esgoto está sendo construída e a prefeitura investe na reurbanização de bairros antes considerados invasões.
Se as obras viárias permitem que a mancha urbana vire uma macrometrópole, as cidades ainda padecem de falta de planejamento e de soluções eficientes para problemas urbanos. São municípios ligados, mas não conectados. "As regiões não possuem modos de vida integrados. Ao contrário, têm muitas especificidades. O morador de Sumaré, na maioria das vezes, não tem nenhum contato com o de São Paulo", pondera o sociólogo Ricardo Ojima, do Núcleo de Estudos de População da Universidade Estadual de Campinas. Nas imagens de satélite, percebe-se que a desconcentração da capital se deu num raio de 150 quilômetros. "A indústria não queria se distanciar da estrutura de suporte logístico oferecida pela metrópole, nem da comodidade para o escoamento das mercadorias pelo Porto de Santos", aponta a pesquisadora do Inpe, Cláudia Maria de Almeida.
Na última década, empresas como Coca-Cola, Pepsi e AGA se instalaram no miolo da mancha urbana, na estrada que liga Jundiaí a Cabreúva, formando um dinâmico corredor empresarial. A multinacional holandesa Akzo Nobel, fabricante de tintas, montou sua fábrica no parque industrial e passou a exigir mão-de-obra local e de fora. O paulistano Adenilson Araújo, de 50 anos, foi um dos contratados. Para ficar perto do trabalho, mudou-se para um condomínio fechado na Serra do Japi, em Jundiaí e uma das últimas reservas de mata atlântica. "Foi uma excelente opção. Hoje, eu, minha esposa e meus dois filhos temos vidas bem mais tranqüilas", anima-se o gerente de Recursos Humanos. A filha Ana Carolina, de 23, conseguiu emprego na IBM de Hortolândia, e usa todos os dias a Rodovia dos Bandeirantes para ir trabalhar.
Na projeção da Emplasa, a macrometrópole deverá ser ainda maior com a conurbação de São Paulo e Campinas com a Baixada Santista, o Vale do Paraíba e a região Piracicaba-Limeira, totalizando 28 milhões de habitantes em 102 municípios. É questão de alguns anos para a mancha urbana pôr os pés na areia. "Pensávamos que Lagos, capital da Nigéria, seria a primeira macrometrópole do Hemisfério Sul, mas o que se observa entre São Paulo e Campinas é a sinergia entre estruturas de serviços e transportes que ainda não existe em países populosos da África", diz Jurandir Fernandes, presidente da Emplasa. À frente da macrometrópole brasileira estão as regiões de Tóquio-Kobe, a chinesa Xangai e Cidade do México.
"Uma macrometrópole que tem quatro aeroportos (Congonhas, Cumbica, Viracopos e Jundiaí) não pode ficar desprovida de ferrovias usadas por trabalhadores", adverte Fernandes. Hoje, os trens chegam até Jundiaí e o expresso para ligar Campinas à capital deve virar realidade só depois de 2012. A tendência de São Paulo se ligar ao Rio também é acentuada, mas não se verifica a existência de uma macrometrópole entre elas - ainda. Nos quase 600 quilômetros que as separam, há espaços de até 23 quilômetros sem interligação - como entre Queluz (SP) e Resende (RJ).
As características da macrometrópole foram concebidas no começo do século 20 pelo escocês Patrick Geddes para definir o ajuntamento urbano que cobria parte do noroeste dos Estados Unidos. Esses ajuntamentos tinham para Geddes, considerado o pai do planejamento urbano, um caráter "apocalíptico". No polêmico estudo Bos-Wash, referindo-se à conurbação entre Boston e Washington, ele afirmava que as metrópoles estavam fadadas à destruição, tornando-se "necrópoles", cidades mortas. Hoje, o que se observa é a crescente migração para grandes centros urbanos. Aos governantes e cidadãos cabe evitar o "risco de morte" anunciado no século passado pelo escocês.
Fonte: Estadão - 3 de Agosto de 2008

















